Há dias em que parece que o mundo inteiro pesa sobre os ombros. Prazos, expectativas, tarefas, papéis. A mente gira em mil direções, o corpo sente, e a alma… silencia. Mas, talvez o problema não esteja no mundo. Talvez o peso venha de dentro — da tentativa constante de ser tudo para todos e de não decepcionar ninguém, nem mesmo a si. A Ontoanálise nos convida a olhar para esse fardo com outros olhos: não é o mundo que está pesado — é o seu “eu” tentando carregar o que não lhe pertence. E é nesse ponto que nasce o verdadeiro alívio de escolher o essencial — o momento em que você deixa de tentar sustentar o impossível e começa a viver com leveza e presença.
O mito de “dar conta de tudo”
Vivemos em uma cultura que idolatra a performance e o controle. A sociedade moderna transformou “ser suficiente” em uma meta inalcançável. Como resultado, o preço disso é alto: ansiedade, esgotamento, e a perda de contato com o próprio ser.
A Ontoanálise chama esse fenômeno de alienação de si — quando a pessoa se afasta da própria essência para sustentar papéis, imagens e obrigações. Com o tempo, o ser deixa de fluir e o indivíduo passa a viver em modo automático, tentando justificar o próprio valor por meio da produtividade.
“Ninguém nasce para sustentar o mundo — nasce para revelar o seu ser.” – Dr. Caldas.
A mente que tenta controlar tudo, e o ser que só quer respirar
A mente busca domínio, enquanto o ser busca sentido. Por isso, quanto mais a mente tenta controlar, mais ela se perde nas exigências externas e se desconecta da fonte interna de força.
Assim, quanto mais alguém tenta “dar conta”, mais esgotado se sente. O problema não é a falta de tempo, mas a fuga da presença. Na prática, a ausência de pausa deixa o ser sem espaço para se manifestar — e o resultado é a exaustão emocional. Libertar-se desse ciclo começa com um gesto simples: escolher o essencial.
Escolher o essencial é um ato de coragem
Escolher o essencial não é desistir, é discernir. Ou seja, é dizer “não” ao que rouba energia e “sim” ao que dá sentido. É entender que foco também é espiritualidade — porque cada decisão consciente é uma forma de honrar o ser.
A Ontoanálise ensina que a liberdade verdadeira não está em fazer tudo, mas em reconhecer o que realmente precisa ser feito. Dessa forma, a vida reencontra o eixo: quando a mente se curva ao ser, e o ser volta a liderar.
“Quando o ser lidera, o mundo volta ao seu tamanho real.” – Dr. Caldas.
O alívio de não precisar ser tudo
Há um tipo de paz que só chega quando você entende que não precisa provar nada. Não precisa ser o mais produtivo, o mais forte, o mais perfeito. Basta ser inteiro.
Afinal, ao aceitar isso, o ser respira, a consciência se expande e a vida volta a fluir com leveza. O que antes parecia obrigação, vira escolha. O que era peso, vira caminho.
E o mais bonito é perceber: a vida continua acontecendo, mesmo quando você para um pouco.
Conclusão: Quando você solta, o essencial se revela
Você não precisa carregar o mundo — ele sabe girar sozinho. Seu papel não é segurar tudo, mas sustentar o que é seu de verdade. Em outras palavras, o movimento da libertação é soltar o que é mental, para que o ser volte a respirar. É justamente nesse instante que surge o alívio de escolher o essencial — o momento em que a vida volta a pulsar com simplicidade, leveza e sentido.
Dr. Caldas – Fundador da Ontoanálise
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Leitura externa:
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