Equilíbrio não é frieza. Não é “não sentir”, nem eliminar a raiva, a tristeza ou o medo. O verdadeiro equilíbrio é a arte de sentir tudo, sem se perder em nada. Na Ontoanálise, entendemos que o domínio interior não nasce do controle, mas da presença do ser sobre o psíquico. Sempre que o ser desperto assume o comando, então é possível aprender a guiar a emoção com consciência.
“A emoção é o mar. O ser é o navegante.” — Dr. Caldas
Emoções não são inimigas, são bússolas
Em primeiro lugar, é preciso compreender que as emoções não são um problema — elas são mensagens. A raiva revela que algo invadiu seu limite. A tristeza indica perda e necessidade de recolhimento. O medo protege, mas também pode paralisar. O desequilíbrio surge quando a mente, dominada por automatismos, reage sem consciência. Nestas situações, não é o ser que decide — é o impulso que comanda. Em outras palavras, aprender a guiar a emoção com consciência não significa reprimir o sentir, mas transformar o sentir em sabedoria.
Do reativo ao consciente: o movimento da Ontoanálise
Na Ontoanálise, afirmamos que toda emoção é energia psíquica a serviço do ser. Quando o ser está desperto, essa energia flui de modo criativo. Por outro lado, quando o ser permanece adormecido, ela se torna destrutiva. A diferença fundamental está no lugar de onde você age:
- Reagir é agir sem consciência.
- Responder é agir a partir da presença.
Assim, o domínio interior acontece quando a consciência se torna o centro da ação. Em suma, você começa a aprender a guiar a emoção com consciência, não apenas a reagir a ela.
O papel das pausas no autodomínio
Entre o estímulo e a resposta, existe um espaço. É justamente nesse espaço que mora a liberdade. Fazer pausas — internas ou externas — constitui uma forma de permitir que o ser volte a ocupar o comando. Vemos esse instante como o intervalo do ser, onde o inconsciente se reorganiza e o impulso perde o poder.
“O autodomínio começa no instante em que o ser decide respirar antes de responder.” — Dr. Caldas
Portanto, é fundamental compreender que aprender a guiar a emoção com consciência requer esse intervalo. Assim, você deixa de ser governado pela emoção e passa a governar o seu estado interior.
O domínio interior no cotidiano
Dominar a si mesmo é um exercício diário:
- Diante de um conflito, escolha ouvir antes de retrucar.
- Quando o medo aparecer, acolha-o em vez de fugir.
- Ao sentir raiva, transforme-a em ação consciente — não em reação cega.
De fato, o domínio interior não é um estado permanente, mas uma postura de vigilância lúcida. É o ser aprendendo, dia após dia, a reinar sobre suas tempestades. Além disso, equilíbrio não é ausência de emoção — é integridade espiritual diante delas.
Conclusão: o poder nasce da serenidade, não da força
O mundo premia quem reage rápido. Entretanto, o ser evoluído é aquele que pausa, sente, compreende e só então responde. Dominar-se é libertar-se — porque quem governa as próprias emoções nunca mais será governado por elas. Em resumo, aprender a guiar a emoção com consciência é o gesto mais avançado de liberdade interior. A serenidade é o poder de quem se conhece.
Dr. Caldas – Fundador da Ontoanálise
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Leitura externa:
Equilíbrio Não é Ausência de Emoção, é Domínio Interior
