Você já se pegou dizendo: “Eu sou ansioso”, “Eu sou inseguro”, “Eu sou distraído”? A mente adora rótulos — cria histórias para explicar tudo. Mas a verdade é que você não é o que pensa. Na Ontoanálise, aprendemos que o pensamento é apenas uma ferramenta do ser, não o seu dono. Quando acreditamos em tudo o que pensamos, perdemos a liberdade interior. Mas, quando aprendemos a observar o pensamento, descobrimos o caminho da presença, da lucidez e da verdadeira paz.
“A mente pensa; o ser percebe.” — Dr. Caldas
O pensamento é um instrumento, não uma identidade
Desde cedo, somos treinados para viver “na cabeça”: analisar, julgar, planejar, resolver. Entretanto, quanto mais pensamos, mais nos afastamos da experiência direta da vida. O excesso de racionalização cria ruído — e esse ruído nos separa da presença.
Na Ontoanálise, o pensamento é visto como parte do aparelho psíquico, não do ser. Ele é útil para planejar, mas não para definir quem somos. Enquanto a mente vive em fragmentos, o ser vive em unidade. Por isso, lembrar que pensar é uma função e ser é uma existência é o primeiro passo para reconquistar a liberdade interior.
Quando a mente domina, o ser adormece
Os pensamentos têm um poder curioso: parecem tão reais que reagimos a eles como se fossem fatos.
Mas, na verdade, a mente é como um projetor — mostra imagens, não a realidade. Quando estamos dominados por pensamentos negativos, julgamentos e preocupações, entramos no modo automático da psique.
Nesse estado, o ser — nossa essência livre e criativa — fica encoberto. A libertação começa quando você passa a observar o que pensa, sem se identificar com o pensamento. A partir daí, surge um espaço entre o estímulo e a reação, é nesse espaço que mora a consciência. Essa distância interior é o berço da liberdade interior.
O observador interior: o ponto de calma entre os pensamentos
Imagine estar à beira de um rio. Os pensamentos são as folhas que passam com a correnteza. Você pode tentar segui-las — ou apenas observá-las ir. Esse “lugar” que observa é o seu eu ontológico — o ser que existe antes da mente. É nele que habita a calma, a lucidez e a força silenciosa.
“Não lute contra seus pensamentos. Apenas pare de se identificar com eles.” — Dr. Caldas
Quanto mais você observa, menos reage. E quanto menos reage, mais livre se torna. É nessa neutralidade consciente que o ser volta a liderar a mente, restabelecendo o equilíbrio natural.
Pensar menos, perceber mais
O excesso de pensamento gera confusão; o excesso de presença gera clareza. Por isso, a Ontoanálise propõe o equilíbrio entre mente e ser: usar o pensamento quando necessário e silenciá-lo quando ele começa a dominar. O segredo está em voltar ao corpo, respirar e sentir.
Esses gestos simples dissolvem o ruído mental e reconectam você ao agora. Contudo, você não precisa apagar os pensamentos, apenas lembrar que eles não são você. Essa lembrança contínua é o que transforma o caos mental em lucidez.
Conclusão: a liberdade começa na observação
Libertar-se dos pensamentos não é parar de pensar, mas, deixar de acreditar em tudo o que a mente diz.
Quando você aprende a se observar, descobre uma nova dimensão de si: mais tranquila, consciente e verdadeira. A liberdade interior surge quando a mente serve ao ser, e não o contrário.
A mente cria o ruído; o ser cria o silêncio. É no silêncio que o essencial fala, suave, mas profundamente. A Ontoanálise nos lembra que o poder não está em controlar os pensamentos, mas em reconhecer quem os observa. E, nesse reconhecimento, nasce o estado mais precioso de todos: o ser em liberdade.
Dr. Caldas – Fundador da Ontoanálise
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Leitura externa:
Ontoanálise: Quando o Ser Desperta e a Vida Começa a Fazer Sentido
