Presença em meio ao caos é uma habilidade rara — e cada vez mais essencial. Vivemos cercados de ruídos: sons, telas, urgências e demandas que se sobrepõem. Enquanto tentamos manter o foco, a mente se fragmenta e o corpo acompanha o ritmo acelerado do mundo. Por isso, aprender a cultivar a presença se torna um ato de autoconsciência.
A Ontoanálise ensina que o problema não está no caos externo, e sim na desconexão interna que o torna dominante. O ambiente pode ser agitado, mas o ser pode permanecer sereno.
“A presença é o único lugar onde o caos não tem poder.” — Dr. Caldas
O caos externo revela o ruído interno
Quando tudo parece confuso do lado de fora, geralmente algo também perdeu harmonia por dentro. A mente, sobrecarregada de estímulos, reage automaticamente, saltando de uma tarefa a outra sem realmente estar em nenhuma.
Chamamos isso de desalinhamento ontopsíquico — quando mente, emoção e corpo se desconectam do ser. Como consequência, surgem o cansaço, a irritação e a perda de sentido.
Portanto, o caos não começa no ambiente; ele começa na mente que o absorve. Reconhecer isso é o primeiro passo para restaurar o equilíbrio: em vez de tentar controlar o exterior, aprendemos a reordenar o interior. Assim, praticar presença em meio ao caos passa a ser uma forma de cura cotidiana — um retorno à inteireza.
O poder da presença em meio ao ruído
Manter a presença não significa isolar-se do mundo; é permanecer inteiro mesmo enquanto tudo gira ao redor. A mente distraída vive nas urgências; a mente presente vive no instante. Entretanto, a presença exige prática — ela nasce de pequenos retornos à consciência.
A Ontoanálise propõe um exercício diário simples:
- Pare por 30 segundos.
- Perceba o corpo. Respire.
- Sinta o ar entrar e sair e apenas observe.
Em poucos instantes, a atenção retorna ao agora. E, à medida que isso acontece, o ruído perde força. A presença não é fuga — é raiz, é ancoragem no real.
“Quem está presente, não se perde.” — Dr. Caldas
A equilíbrio emocional como força silenciosa
O ambiente caótico tende a contagiar quem vive nele, mas apenas se a pessoa estiver vulnerável à contaminação. Equilíbrio não é passividade; é autodomínio em estado de quietude. O ser equilibrado transforma o meio porque não reage, mas porque responde com consciência.
Assim, ele não combate o caos: ele o dissolve pela lucidez. Enquanto o caos é barulhento, a presença é silenciosa — porém irresistível. E essa força silenciosa inspira, reorganiza e acalma tudo o que toca.
Além disso, quando cultivamos o equilíbrio, ativamos uma energia estável que sustenta decisões mais lúcidas e relações mais humanas. Desse modo, a prática constante de presença em meio ao caos transforma a pressão em clareza e o movimento em propósito.
Práticas de presença no cotidiano corporativo
A presença pode, e deve, ser cultivada dentro da rotina profissional. Para isso, introduza pequenas pausas conscientes que resgatem o foco e devolvam energia:
- Antes de iniciar uma reunião, respire três vezes com atenção plena.
- Ao ouvir algo que irrita, conte até cinco antes de responder.
- Entre tarefas, feche os olhos por dez segundos e perceba a respiração.
- Quando o ambiente estiver agitado, reduza o ritmo — não o acompanhe.
Esses gestos simples talvez não mudem o mundo, mas mudam o modo como você habita o mundo. E, pouco a pouco, o ambiente também responde à nova frequência de calma que você projeta.
Conclusão – O caos só domina o que está vazio de presença
O ambiente pode ser barulhento e o tempo pode ser curto, mas o ser sempre tem a escolha de permanecer consciente. A presença é o ponto de equilíbrio entre ação e serenidade.
O caos externo é inevitável, porém a presença em meio ao caos é uma decisão diária. Quanto mais você a pratica, mais descobre que a força verdadeira não está em controlar, e sim em estar plenamente aqui, no instante onde nada falta.
“A presença é o silêncio que vence o ruído.” — Dr. Caldas
Dr. Caldas – Fundador da Ontoanálise
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Leitura externa:
Como Manter o Foco em Ambientes Agitados?
